Clubhouse: o boom da rede social de áudio

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Quem ama fazer longos debates por mensagem de voz – e que irritava amigos nos grupos de WhatsApp, agora tem um cantinho na internet pra chamar de seu. A rede social Clubhouse, que vem crescendo exponencialmente, é dedicada exclusivamente à troca de áudios.

Exclusiva para convidados, o Clubhouse é estruturado em salas virtuais. Em cada uma delas, debatem-se temas desde arte e cultura e histórias pessoais até engenharia ou mercado financeiro. É uma espécie de mesa de bar virtual onde você poderá topar com algumas das maiores celebridades do mundo.

O que é o Clubhouse?

Na definição da própria plataforma, o Clubhouse “permite que as pessoas em todo o mundo falem, contem histórias, desenvolvam ideias, aprofundem amizades e conheçam novas pessoas interessantes em todo o mundo”.

Sua estrutura é dividida em salas. Nelas, há moderadores, speakers e ouvintes. Ouvintes podem, como num debate no mundo físico, levantar a mão e pedir a palavra – mas dependem da autorização do moderador.

Atualmente, está disponível apenas para iPhone e precisa de convite para entrar. A rede social ficou famosa depois que ganhou adeptos no Vale do Silício. Parece um podcast, mas os usuários podem ouvir os chats que estão acontecendo em tempo reais. Palestras e músicas também são encontradas por lá. As salas podem ser públicas ou privadas, com grupos de amigos ou colegas.

Elon Musk, Oprah Winfrey, Chris Rock e Ashton Kutcher são dos famosos que têm usado este novo canal. Não há como gravar ou armazenar as conversas. O que acontece no Clubhouse, fica no Clubhouse.

Clubhouse por enquanto só aceita quem for convidado por algum membro atual.

Por enquanto, é preciso convite para entrar.

Como o Clubhouse começou

Os dois criadores, Rohan Seth e Paul Davison, se conheceram em 2011, quando já trabalhavam com produtos tecnológicos para conexão social. Em 2019, aproximaram-se porque estava fazendo um trabalho para ajudar sua filha Lydia, que nasceu com uma doença genética rara.

Em março de 2020, lançaram o Clubhouse. A proposta era construir uma experiência social que parecesse mais humana – onde, em vez de postar, você pudesse se reunir com outras pessoas e conversar.

A comunidade saiu rapidamente de usuários beta para uma rede diversa. Em uma semana de janeiro de 2021, dois milhões de pessoas em todo o mundo – músicos, cientistas, criadores, atletas, comediantes, pais, empresários, corretores de ações, líderes sem fins lucrativos, autores, artistas, agentes imobiliários, fãs de esportes e muito mais – entraram na nova rede social.

Isolamento e conexão

Os criadores do Clubhouse acreditam que a proposta de um app com trocas mais humanizadas ajudou a preencher o vazio gerado pelo distanciamento social. “Em um dos anos mais turbulentos e conturbados que muitos de nós já vivemos, as pessoas do Clubhouse se reuniram para conversas importantes e diferenciadas”, afirmam os criadores.

Há salas de debates com milhares de pessoas fazendo as mais diversas atividades:

  • game shows
  • resenha esportiva de jogos da NBA
  • cantar em grupo
  • debater filosofia
  • compartilhando dicas de viagem
  • gerenciar grupos de apoio
  • conduzir meditação em grupo
  • engenharia
  • talk shows
  • stand-up comedy
  • palestras de diversos temas

Futuro do Clubhouse

Ainda não é possível dizer se a plataforma vai cair no gosto ou é uma moda passageira. Por enquanto, eles já contam com 180 investidores e estão contratando profissionais em diversas áreas. 

A maior rede social do mundo também começou dependendo de convites. No começo, para ter sua conta no Facebook, você precisava esperar que alguém já dentro mandasse um invite. Até o GMail foi assim em seu início e o número de convites por usuários era bastante restrito, fazendo que o usuário escolhesse bem quem colocaria pra dentro.

Um prêmio de consolação: se você não tem um convite, é possível baixar o app e fazer um pré-cadastro garantindo seu nome de usuário. Assim você não vai precisar inventar uma @ alternativa demais quando finalmente conseguir entrar no seletíssimo Clubhouse.

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